segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ciclos

Este mês...

Antes que perguntem a dieta vai de mal a pior. Esta semana recuperei 1 kg. Posso inventar que foi de ter as crianças doentes, de eu ter ficado doente, mas seja o que for mais uma vez deixei de me controlar... e desta vez muito depressa. Depressa demais. Não sei que diga nem que pense.

É Inverno. Apetecem-me comidas quentes e calóricas. Não me apetece sopa, sopinhas, saladas e saladinhas, iogurtes e frutas. Estou doente e apetece-me comida confortável. O costume...

Mas hoje vinha falar dos ciclos da vida. Na minha opinião a vida é sempre feita por ciclos. Bons, muito bons, maus e muito maus. Quando nos apercebemos que um desses ciclos terminou, sentimo-nos um bocadinho perdidos, deslocados, sem saber bem que rumo vai tomar o próximo ciclo. Mas tudo irá seguir naturalmente. Com novas descobertas, novos amigos, novos interesses. E depois há os amigos de sempre. E há os amigos de sempre que o deixaram de ser. São só amigos do de vez em quando. Ou são amigos da memória.

Tenho a sensação que um novo ciclo se avizinha. E que venha depressa. E que traga sorrisos e sol e Primavera.

Acho que chegou a hora de sacudir o pó da estagnação e partir.

Até já...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Uns dias e quase 2kgs depois

Fim de dia...

Pois é! Já passou uma semana e um dia desde que voltei a iniciar a dieta. Perdi 1,900kg.

Já se sabe… primeira semana, o corpo dá-nos esse incentivo! A partir daqui começa a doer. Seja como for não cometi nenhum pecado capital. Apenas alguns ligeiros deslizes nas horas críticas, nada de grave.

Para mim as horas piores são as de regresso a casa. Durante o dia como apenas aquilo que trago e não me permito comer absolutamente mais nada. Mas o regresso a casa… santo Deus!!!! Armários saiam da frente, frigorífico desaparece, por favor!!! Tenho vontade de devorar a cozinha num misto de doces e salgados sem fim. O melhor segredo de uma dieta é não ter as coisas em casa. Mas isso é muito simples para quem vive sozinho. Quem vive em família não pode privar os outros de comer aquilo que lhes apetece, uma vez que o peso não é problema deles… é meu!

Por isso lá em casa existe o pecado atrás de cada porta e ás vezes é difícil resistir! Outra coisa que me está a deixar neurótica, é o facto de o meu marido, num acto mais de solidariedade do que de necessidade, ter resolvido acompanhar-me na dieta. Isso faz que para além de não comer como gosto, não posso também cozinhar como gosto. Ou seja, estou privada de inovar, de inventar, e principalmente, de me dedicar aos doces…. Sinto-me miseravelmente!!!

Mas pronto… agora é assim e vamos em frente!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A vergonha que ninguém quer ver!

E mais...

É engraçado que hoje coloquei no Facebook um artigo partilhado, publicado pelo Expresso, sobre a vergonha nacional dos recibos Verdes. Tive muito poucas reacções.

Se eu falasse do tempo, da série de TV, do resultado do Benfica, provavelmente a reacção seria muito maior. Eu não percebo! As pessoas não sabem, ou não querem saber? Sinceramente… qual é o nosso problema (dos portugueses) que preferimos viver com a cabeça enfiada na areia do que enfrentar as coisas como elas são?

Esta história dos recibos verdes é muito engraçada. Há ou houve uma ideia generalizada que a maioria dos trabalhadores de RV’s seriam médicos e advogados e que, como tal, só tinham que pagar impostos bem altos porque ganhavam bem e podiam fazê-lo. Mas a realidade é completamente diferente… Hoje a grande fatia dos trabalhadores a RV’s estão em situação completamente precária e sem direito a praticamente nada.

Eu trabalho há 14 anos, e salvo raríssimos períodos, tenho tido sempre actividade aberta. Infelizmente. Não gosto, não queria e não foi por opção minha. Posso garantir que sempre que estive a trabalhar por conta de outrem tive ordenados e condições muito superiores às que tenho quando estou a RV’s. Mas a história da minha vida tem sido essa. Sempre no sítio errado, na hora errada.

Mas vejamos. Com a entrada em vigor das novas taxas de descontos para os trabalhadores independentes, um trabalhador que tire 12 mil euros anuais, uma média de 1000 euros mensais, desconta 44,1% de impostos a favor do estado.

Ou seja, e usando números redondos, um trabalhador que tenha um ordenado base de 1000 euros brutos, no final do mês fica com 599 euros para sobreviver.

Eu explico:

23% de IVA. Cobra, mas tem que devolver ao estado.
21,5% de IRS – 215 € de retenção na fonte
186 € de prestação mensal obrigatória à Segurança Social

Lindo, não é? Isto claro, para não falar do “simples” facto que pode ser “despedido” no próprio dia, sem aviso prévio e vai para casa com uma mão à frente e outra atrás, sem direito a subsídio de desemprego. Mais. Subsídio de férias, Natal, alimentação é pura utopia. Não existem.

E não vale a pena atirar areia para os olhos. A grande maioria dos RV’s trabalha 12 meses por ano no mesmo sítio, sujeito a chefia, horário de trabalho e posto de trabalho fixo. Não acumula vencimentos, nem regalias, muito menos subsídios.

Qualquer dia ponho a casa à venda, fico sem bens em meu nome, divorcio-me do meu marido (só no papel, claro!) e candidato-me ao Rendimento de Inserção Social. Sempre fico em casa, não contribuo para o crescimento do país, é certo, mas recebo certinho direitinho no fim do mês!

É a vergonha que temos…
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mundo fantástico!!

A "colheita"...

Mundo fantástico este da internet!!! Foi com imensa satisfação que recebi os vossos comentários deste meu novo espaço. Tive comentários e mensagens pessoais que me encheram de motivação e força de vontade (sim, evitaram que fosse ali ao armário tirar um quadradinho de chocolate!!!). Muito e muito obrigada! Agora já tenho muitos "alguéns" a quem prestar contas!

Mas, honestamente, o mais interessante, foi perceber que contribui, de alguma forma, para a motivação de algumas pessoas arrancarem com mais um passo nesta batalha sem fim do peso!!! Vamos a isso então!!!

Mas aviso desde já que sou uma fraca neste campo. E até aguento 1... vá, 2 meses, sem qualquer problema! Mas depois começa novamente o desleixo. O é só hoje. E depois o hoje torna-se todos os dias...

Já li vários livros, centenas de revistas, milhares de artigos. Já conheço inúmeras dietas. Já sei todos os conselhos e mais alguns. Já me mentalizei de tudo e mais alguma coisa. Já gostei de mim e já me odiei. Mas se alguém tivesse de facto a solução ninguém era gordo. Ninguém é gordo por opção.

Provavelmente vou dizer uma enorme barbaridade, e que desde já me perdoem os nutricionistas, mas recuso-me (é a ideia que tenho formada no momento!) a seguir uma dieta num nutricionista. Acompanhamento médico acho certíssimo... mas entrar num consultório de um nutricionista e sermos tratados como mais um, estou francamente cansada. Abrir uma gaveta e tirar de lá um papel chapa quatro com uma dieta esquematizada para mim e mais 10 que lá irão nesse dia já não resulta.

Eu sei o que tenho que tirar da boca para emagrecer. Já não preciso que ninguém me diga e volte a dizer. Eu não consigo é controlar o impulso que me leva a comer. E penso que é aí que se falha. Na minha opinião, que como é evidente vale o que vale, um gabinete para emagrecer devia ser encabeçado por algum tipo de psicólogo. Avaliação psicológica. História emocional. Ir ao fundo da questão. Enfrentar fantasmas. Perceber o vício. Tem que haver um motivo. Depois um profundo estudo físico de cada pessoa como indivíduo. Hormonas, níveis químicos... Mas já devo estar a delirar com um mundo perfeito!

Mas vamos a isso então... vou dando conta dos avanços e recuos que vão acontecendo. E fico também à espera dos vossos. Sinceramente.

Apesar do peso ser um problema permanente e constante dos meus dias, também vou falar por aqui de outras coisas...

Até já, então!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011

De dieta… mais uma vez!

Salada... apenas uma variante adaptada à época!

Já há muito tempo que cheguei à conclusão que ser gordo é muito triste! E não! Não me venham com a conversa que os gordos são divertidos e bem-dispostos, porque não são. É tudo mentira, ok?

Por vários motivos não é bom ser gordo. Antes de mais pela saúde. No fundo, acho que é sempre o motivo que nos motiva em último lugar.

Depois, por questões sociais. Também não vale a pena dizerem o contrário, porque quem é gordo é mal visto socialmente. Uns fracos. Sem força de vontade. Para emagrecer basta fechar a boca. Não conseguem porque não querem.

E depois as questões emocionais. Um gordo quando se vê ao espelho nunca se sente bem consigo próprio. Nunca. E a imagem da dimensão corporal persegue-nos o dia todo. E as fotografias das férias. Os vídeos de família. Um gordo nunca come sem problemas de consciência. Nunca desfruta o verdadeiro prazer de um pastel de nata.

Viver gordo é levar uma vida cinzenta. Um gordo será sempre triste. Triste, porque se é gordo sente-se mal consigo próprio. Muito mal. Triste, porque se faz dieta para emagrecer não pode usufruir de um dos seus maiores prazeres. Comer.

Continua... em breve!
sábado, 1 de janeiro de 2011

2011... o que virá aí?

Portimão - Algarve

É verdade começa hoje um novo ano civil. Para mim o ano "muda" lá para meados de Setembro, com o período pós-férias, o início de novo ano lectivo, novos horários, novas actividades e novas rotinas.

Apesar dos foguetes, das panelas e dos gritos das varandas, este ano de 2011 não se prevê muito positivo. Muito antes pelo contrário. Penso que cabe a cada um de nós, enquanto indivíduos, pensar o que podemos realmente fazer para melhorar enquanto pessoas, enquanto famílias, enquanto sociedade. Cabe-nos a nós fazer as pequenas mudanças de dia-a-dia que podem fazer as grandes mudanças. Começar a poupar, começar a reciclar, começar a aproveitar. Não desperdiçar, não deitar fora. Dar e partilhar.

No tempo dos nossos avós, até dos nossos pais, ninguém ía passar o ano ao Brasil, ou a qualquer outro país de clima tropical. Íamos de autocarro para a costa da Caparica quando eramos miúdos e eramos muito felizes. Agora todos temos a mania que podemos viver acima das nossas possibilidades. Enchemos os miúdos de tudo e mais alguma coisa e nos os deixamos aprender a sonhar, a ter objectivos, pois quase tudo é um dado adquirido. São mimados e irritantes e nós gostamos deles porque são nossos. Mas que raio de adultos estamos nós a criar?

Bem... isto é assunto que dá pano para mangas e cá irá saindo de vez em quando!

Um ano com muitos momentos felizes e doces é o meu sincero desejo para todos nós.

Até já!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Manhã de sol, tarde de temporal...

Manhã de sol, tarde de temporal

Pois é! Hoje o dia foi assim! Começou muito solarengo e acabou todo molhado! Seja como for, uns bons dias de férias de fim de ano!

Dias preenchidos com idas ao cinema, idas ás compras, almoço fora e a agradável surpresa da visita ao Museu da Electricidade que aconselho vivamente a quem ainda não foi. Para começar a entrada é gratuita, logo o preço não é desculpa! E depois a visita é bastante interessante e interactiva, o que, para quem tem crianças é sempre sucesso garantido.

Apenas me custou uma coisa. À entrada do museu estava um grupo de 3 adolescentes, acompanhados de duas crianças. Via-se que eram miúdos de famílias carenciadas. O problema foi que lhes foi vedado o acesso ao museu, uma vez que não tinham a companhia de nenhum adulto responsável. A verdade é que regras são regras, e regras são para cumprir. Mas custou ver um grupo de cinco crianças que tentavam acesso à cultura em vez de irem vadiar para um qualquer centro comercial, serem vedadas à entrada. Os seguranças tentaram compensar e deram um brinde aos dois mais pequenos, mas se calhar algum dos três seguranças que estava à porta do museu poderia tê-los acompanhado durante a visita... digo eu! Se calhar não podiam mesmo...

Até já!

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